Como incentivar a participação dos colaboradores nos treinamentos de Segurança do Trabalho

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Como incentivar a participação dos colaboradores nos treinamentos de Segurança do Trabalho

Um Estudo feito pela empresa Dale Carnegie Training descobriu que colaboradores engajados ativos são mais produtivos, ficam mais tempo na organização, são éticos e responsáveis. A pesquisa também apontou que 69% dos
colaboradores desengajados trocariam o emprego por apenas 5% a mais de aumento, enquanto somente 25% dos colaboradores engajados deixariam a empresa pela mesma quantia.

Para descobrir quais são as variáveis que podem influenciar o grau de engajamento dos funcionários, esta mesma empresa desenvolveu uma pesquisa e constatou que o gênero, a etnia e a raça não afetam o grau de engajamento dos colaboradores, porém fatores como idade, tempo de serviço, posição dentro da empresa, escolaridade, renda, horas trabalhadas por dia e o tipo de indústria a qual trabalham, influenciam diretamente o grau de engajamento. Isso significa que os colaboradores que possuírem fatores demográficos desvantajosos precisarão ter maior atenção.

Os 5 principais fatores para participação no treinamento de Segurança do Trabalho

Quando falamos de pessoas, temos que ter em mente que é importante ter envolvimento direto com elas e partindo daí, podemos falar do primeiro fator que irá influenciar na participação dos colaboradores.

1. A relação do instrutor com os colaboradores

Estudos revelam que a relação entre o instrutor e a equipe é um fator essencial para a participação no treinamento. Gestores ou instrutores que não se importam em ouvir o que o colaborador tem a dizer, geralmente encontram uma dificuldade para obter o retorno de participação esperado, por isso, o relacionamento neste caso deve ir além, tente saber mais da vida de todos, se envolva com os problemas dentro e fora do trabalho, o objetivo é fazer com que ele sinta que a empresa esta envolvida diretamente em sua vida, passando a tratar o colaborador como pessoa de valor com habilidade e não o contrário. Caminhe pelo ambiente, faça que você seja conhecido não somente pelo treinamento, mas pela sua pessoa, todos nós confiamos mais em pessoas que conhecemos e gostamos certo?
Crie esse laço.

Realizar diálogos de segurança diários (DDS) também entra como uma prática para contribuir com este fator, assim o treinamento não é visto somente como algo obrigatório, mas acaba sendo introduzido na cultura da empresa, passando a dar mais valor a integridade e saúde do trabalhador.

2. Demonstração clara e objetiva do treinamento e benefícios

No inicio do treinamento demonstre de forma clara o porquê a empresa está realizando o programa, o mais importante neste caso é fazer com que a explicação seja interativa. Crie simpatia entre o treinamento e o público,
pense de que forma você, por exemplo, prestaria mais atenção na explicação, demonstre através de vídeos, fotos ou até através de depoimentos que demonstrem o momento que o treinamento pode ter mudado a vida de um colaborador, ou quando por exemplo ajudou no desenvolvimento de uma empresa. Isso fará com que ele pense “se o
treinamento já ajudou certa pessoa, também poderá me ajudar em algum momento”.

Atualmente existem várias formas de transformar o treinamento em algo mais dinâmico, através de vídeos, atividades, depoimentos, etc. Não é impossível trazer estes exemplos para o treinamento presencial, porém
atualmente os cursos online em segurança de trabalho já disponibilizam este tipo de dinâmica, o que facilita para o aluno a compreensão dos temas e também para o técnico, que pode desenvolver outras responsabilidades e atividades de seu cargo.

3. Seja altamente acessível

Fator muito importante quando falamos de segurança do trabalho. Os colaboradores podem ter dúvidas, preocupações ou até tem algo importante para falar, então, é importante que o instrutor esteja sempre acessível e que abra intervalos no treinamento para que eles também tenham voz, afinal, o trabalhador esta no dia a dia da empresa e é ele que realiza as tarefas, por isso, não é excluída a possibilidade do instrutor também aprender com ele, seja para descobrir novos riscos como para analisar possíveis condutas preventivas.

Caso a empresa não tenha este tipo de cultura ainda, é interessante no primeiro momento que você disponibilize formas com que os empregados deem sua opinião de forma anônima, mas aos poucos, tente não usar mais esta técnica.

A curto prazo esta metodologia já desenvolve a sensação de construir algo em conjunto no treinamento, passando a não ser visto mais como uma “obrigação”, mas sim algo que eles ajudaram a construir também e provavelmente irão defender com maior ênfase. Esse processo se chama Empowerment que é quando você da poder aos colaboradores de participarem de um processo ou de uma tomada de decisão fazendo com que eles se sintam também “responsáveis” pela execução do processo.

Nota importante: Nunca deixe de dar retorno de uma opinião, mesmo se você já saiba que é uma questão inviável. O feedback é uma forma de mostrar que a opinião deles são ouvidas e levadas a sério.

4. Reconheça o esforço

Um consultor em saúde e segurança chamado John Johnson faz a seguinte afirmação: “Saia lá fora e procure alguém fazendo a coisa certa, então diga: obrigada!”. Assim ele tenta explicar este ponto do incentivo para a participação no treinamento, o reconhecimento. Sabemos que o maior benefício do treinamento é para o colaborador, porém ao focar nos atos positivos, além de você dar a certeza do que ele esta fazendo certo, também o condiciona a ficar satisfeito pelo instrutor ter notado sua ação correta. Tente imaginar um relacionamento de mãe e filho, quando a mãe só da bronca, muitas vezes o filho se sente irritado e incompreendido pela mãe ser tão “durona”. Em contra partida, se a mãe tem o hábito de elogiar e ao mesmo tempo também chama a atenção do filho nas coisas erradas, a
emoção não é a mesma. Essas emoções positivas aumentam a disposição e o desempenho do trabalhador, colaborando para o engajamento no treinamento.

5. O argumento “eu já sei como se faz…”

Na pesquisa que realizamos no E-book anterior, muitos entrevistados relataram que o argumento dos colaboradores que não estavam engajados, era porque já sabiam dos procedimentos de prevenção de acidentes ou que já possuíam experiência com as atividades, descartando então qualquer atenção no treinamento de segurança do trabalho. Visto que é uma dor tão visível neste setor, vamos tentar dar uma possível solução a este problema, podem-se considerar a princípio todas as dicas anteriores, a partir daí você já tem a chance de mudar o cenário.

Além disso, tente abordar o trabalhador com a seguinte frase: “Imagine que este é meu primeiro dia de trabalho aqui na empresa e você ficou responsável para me explicar os procedimentos de segurança desta atividade para assegurar a minha segurança e a de todos, o que você iria me dizer/ensinar?” apresentando o problema desta forma, você poderá analisar o quanto ele conhece sobre os métodos de segurança. Quando ele explicar, aceite a informação, discuta e faça com que este trabalho em conjunto seja desenvolvido de forma positiva! Talvez o problema não vá ser
resolvido de uma vez só, então tenha paciência, salve outros riscos que você identificou para outro momento, assim você pode manter a qualidade da conversa.

 

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