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Será que os postos bandeirados vão morrer?

18/10/2017 | Mercado de combustível

Postos bandeirados

O ano de 2017 para o mercado de postos de combustíveis foi marcado pela ascensão dos chamados “postos bandeira branca” ou seja, aqueles que não possuem contrato de exclusividade com as grandes distribuidoras.

Postos de bandeira branca avançam no país em meio à crise

Quase mil novos postos de combustíveis abriram no ano passado no Brasil sem ostentar marcas como BR, Ipiranga, Raízen ou AleSat em suas fachadas. Chamados de “bandeira branca”, eles passaram de 16.171 para 17.134 nos dois últimos anos, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com isso, passaram de 39,8% para 41,1% do mercado total no país. Para especialistas, no entando, esse movimento deve crescer neste ano devido à crise econômica.(leia matéria completa)

Segundo alguns analistas e profissionais do setor, esse crescimento é reflexo principalmente da situação econômica do país que levou o revendedor a abrir mão de ostentar uma marca em detrimento de uma flexibilidade no preço, já que sem contrato com a distribuidora ele tem liberdade de comprar combustível onde o preço estiver mais conta.

Mas e os postos bandeirados como ficam?

O professor Luiz Maurício Janela, professor dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que a percepção de qualidade por parte do consumidor é menor no caso dos postos de bandeira branca, isso não significa dizer que a qualidade do combustível é menor.

Ainda segundo o professor:

– O aumento dos postos sem marca é uma tendência. No Brasil há poucas opções. Além da BR e Raízen, tem a AleSat e a Ipiranga que estavam se juntando. Então haverá apenas três ou quatro grandes marcas. Além das poucas opções no mercado, o empresário dono de posto tem buscado melhores contratos por conta da crise. Com isso, apesar de abrirem mão da credibilidade da marca, ganham flexibilização de negociação a cada contrato fechado.

Tamanho muitas vezes é documento

O fato de estar trabalhando com uma marca forte no mercado, muitas vezes tem suas vantagens, não só pela questão da marca mas também pela prioridade na distribuição.

Revendedores de combustíveis bandeira branca — que não adotam uma marca específica de alguma distribuidora — da Capital e do Interior estão reclamando da falta de gasolina e de óleo diesel no mercado cearense. Além do atraso na entrega, alguns donos de postos dizem que não estão conseguindo os combustíveis em quantidade suficiente para regularizar os estoques.

Segundo Novais, o problema na distribuição só está ocorrendo com os postos bandeira branca, que não têm contratos de abastecimento com nenhuma distribuidora. De acordo com ele, ´elas [distribuidoras] estão priorizando os clientes que têm contrato e deixando de lado quem não tem´. (leia matéria completa aqui)

Mas qual a preferência do consumidor?

Mas afinal, e os clientes das revendas de combustíveis o que preferem, abastecer seu carro em um Posto Bandeirado ou abastecer em um bandeira branca?

Uma recente pesquisa, realizada em dezembro de 2015, pelo Ibope Inteligência, revelou: 85% dos consumidores de postos de combustível estão preocupados com a bandeira dos estabelecimentos. Desse total, 93% preferem as marcas das associadas ao Sindicom. Ainda segundo o estudo, o critério que mais impacta na preferência por uma das marcas é a confiança, seguida de atendimento e qualidade. (leia matéria completa aqui)

Ao que parece, o consumidor tem a preferência por abastecer o veículo em um posto bandeirado, mas com a crise econômica se vê obrigado a utilizar um posto bandeira branca que tem um preço mais competitivo.

Conclusão

Aliar percepção de marca e preço competitivo parece ser a fórmula para que os postos bandeirados consigam recuperar o espaço que sempre lhe foi favorável.

Valorizar a própria marca é um trabalho que as distribuidoras sempre fizeram, grandes campanhas publicitárias em vários veículos de comunicação conseguem ganhar um espaço na mente do consumidor, o grande desafio é a questão do preço do combustível, que muitas vezes chegam das distribuidoras com uma valor alto demais….

Nesses casos, a saída pode ser agregar valor ao preço que está sendo cobrado, oferecendo diferenciais competitivos que justifiquem a alta, mas isso é assunto para um outro artigo….

Bons negócios!

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